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Manifestações contra Trump ocorrem nos EUA e no exterior no Dia No Kings

Protestos contra Trump nos EUA e no exterior somam mais de 3.100 atos, com expectativa de acima de nove milhões de manifestantes

A woman dressed as the Statue of Liberty takes part in the "No Kings" protest in Paris, France, Saturday, 28 March, 2026.
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No dia 28 de março de 2026, dezenas de milhares de pessoas participaram de atos de protesto contra o presidente Donald Trump nos Estados Unidos e em países europeus. A mobilização, chamada no-break “No Kings”, pediu reação a políticas de imigração, clima, relações com o Irã e ao estilo de governança considerado autoritário pelo movimento.

Nos EUA, a capital Washington recebeu milhares de manifestantes no National Mall, com faixas como Trump Must Go Now e Fight Fascism. Em Nova York, o movimento reuniu milhares de participantes, incluindo o ator Roberto De Niro, que criticou a gestão do presidente. Em outras cidades, ocorreram concentrações de menor a maior expressividade.

Nos estados, o formato foi diversificado: em Nashville, em Tennessee, houve desfiles de multidões; em Florence, Alabama, ocorreram concentrações locais com ações de rua. Organizador(es) indicaram que cerca de dois terços dos presentes não vivem em grandes centros urbanos, sinal de alcance fora de redutos democratas.

Desdobramentos na Europa

Ruas europeias também registraram protestos, com aproximadamente 20 mil pessoas em cidades como Amsterdã, Madri e Roma, sob forte aparato policial. Em Paris, brasileiros e franceses, apoiados por sindicatos e grupos de direitos humanos, participaram de atividades contra o que chamam de guerras e políticas disruption.

Na Itália, a No Kings Italy mobilizou milhares em Roma, criticando ações militares e o governo de Giorgia Meloni. Em Londres, foram realizadas manifestações contra a intervenção no Irã, com faixas contra o extremismo e o racismo.

Contexto e impacto eleitoral

O movimento No Kings surge como a voz de oposição mais visível desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. O momento coincide com a proximidade das eleições de meio de mandato e a percepção de queda na aprovação presidencial.

Segundo organizadores, o total de eventos ultrapassou 3.100 em cidades grandes, subúrbios e áreas rurais, com participação estimada em mais de nove milhões. A soma de atos, dizem, pode entrar para a história dos protestos no país.

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