A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos na madrugada de sábado sem um relatório final, após a maioria do colegiado rejeitar o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL). A votação foi de 19 votos contra o texto apresentado. O órgão, instalado para apurar fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas, funcionou por sete meses e realizou 37 reuniões.
O relatório de Gaspar, com cerca de 4.400 páginas, indicava o indiciamento de 216 pessoas. Entre os nomes mencionados constava Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rejeição do parecer impediu a apresentação de um relatório final pela CPMI.
Gaspar usou as redes sociais para defender o trabalho realizado, afirmando ter atuado com responsabilidade e compromisso com a verdade. O parlamentar afirmou ainda que continuará combatendo o crime organizado.
Desfecho e contexto da última sessão
A sessão que definiu o fim dos trabalhos ocorreu na madrugada de sexta para sábado. O relator havia lido o relatório na sexta, mas os debates anteriores deixaram a votação marcada para a madrugada, com a expectativa de uma possível prorrogação que não ocorreu após decisão do STF.
Na semana anterior, houve tensões entre parlamentares, com críticas e intercorrências entre Gaspar e o deputado Lindbergh Faria. O episódio resultou em troca de ofensas e reforçou o clima de desgaste durante as etapas finais da CPMI.
Instalada em agosto do ano passado, a CPMI teve o objetivo de apurar irregularidades em benefícios do INSS, concluindo com um conjunto de apurações após 37 reuniões e diversas quebras de sigilo. A comissão encerra os trabalhos sem um relatório aprovado pela maioria.
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