A equipe de Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, precisa ampliar o reconhecimento dele fora do estado. A análise aponta que o principal desafio é tornar o nome nacionalmente conhecido.
De acordo com o analista Pedro Venceslau, o movimento do PSD ao lançar uma candidatura própria visa manter a liberdade estratégica do partido para apoiar quem tiver mais chances no segundo turno, sem compromisso com Lula ou Bolsonaro. A leitura é de que o Kassabismo guia essa linha.
Outra dificuldade apontada é financeira. A avaliação interna é de que uma campanha presidencial competitiva exige cerca de 100 milhões de reais. O PSD precisa distribuir recursos entre candidaturas importantes em estados-chave e ampliar a bancada de deputados.
Estratégia de comunicação
A primeira fase para aumentar a visibilidade nacional envolve a produção dos vídeos da propaganda nacional do PSD. Caiado ressaltou, em seu discurso de lançamento, a experiência administrativa e sinalizou propostas para o eleitorado.
O marqueteiro do governador afirma que a campanha não pode ficar apenas no campo ideológico, sugerindo uma estratégia que evite confrontos diretos nesse plano. A tônica é ampliar a presença do candidato sem entrar em acirradas disputas ideológicas.
Esta é a segunda vez que Caiado lança a candidatura para 2026. A primeira ocorreu no ano passado, em Salvador, quando ele ainda era filiado ao União Brasil. O lançamento oficial deve ocorrer na convenção do PSD, em ato amplo do partido.
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