Gilberto Kassab desembarcou neste domingo no Rio Grande do Sul para uma última conversa com Eduardo Leite, antes da definição de quem será o candidato do PSD à Presidência. A reunião tratou da possível indicação de Ronaldo Caiado como nome da sigla.
Kassab argumentou que Caiado teria mais facilidade para absorver votos que podem migrar de Flávio Bolsonaro e atrair eleitores de espectro mais à direita. Leite, por sua vez, defendeu a construção de uma candidatura de centro.
Contexto e apoios
Leite indicou que o PSD já defendia, há mais de seis meses, uma candidatura de centro, o que minimiza o peso da justificativa apresentada por Kassab. O governador citou a possibilidade de angariar apoio de PSDB e MDB, além de ecoar respaldo de economistas como Pérsio Arida e Armínio Fraga.
A pré-candidatura de Leite foi apresentada sem pretensão de disputar o Senado; ele pretende priorizar a formação do eventual sucessor, com o vice Gabriel Souza (MDB) à frente do projeto. A estratégia visa consolidar o núcleo central da aliança.
Cenário da disputa
A corrida presidencial permanece acirrada. Do outro lado da esquerda, o ex-presidente da CONAB, Edegar Pretto, disputa o Palácio do Planalto pelo PT. O PDT busca apoio do PT para a deputada Juliana Brizola, ampliando o leque de alianças à esquerda.
À direita, o cenário aponta para o deputado Luciano Zucco (PL) como outro candidato relevante. A campanha deve seguir com disputas entre propostas de centro, esquerda e direita, sem perspectivas de consenso imediato.
Entre na conversa da comunidade