A ministra Gleisi Hoffmann, do PT, divulgou em seu perfil oficial no Instagram um vídeo com um discurso da ex-presidente Dilma Rousseff sobre a ditadura militar brasileira. No material, Dilma relembra sua experiência como vítima do regime e defende a manutenção da memória histórica. A publicação ocorreu no contexto de um marco simbólico importante para o país.
No vídeo, Dilma aponta que métodos de tortura usados no passado não podem ser tolerados ou discutidos, destacando situações como pau de arara, choque elétrico e violência de modo geral. A legenda associada à postagem ressalta a ideia de recordar para evitar que o período se repita.
Dilma Rousseff relembra que a data remete a 62 anos desde a sessão do Congresso Nacional que depôs o então presidente João Goulart, abrindo caminho para a ditadura que perdurou por duas décadas. A ex-presidente enfatiza a importância da memória como dívida com mortos e desaparecidos, bem como com torturados e perseguidos.
A ex-presidenta foi presa em 1970 e chegou a sofrer torturas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ela cumpriu uma pena de seis anos e um mês, teve os direitos políticos suspensos por dez anos e saiu da prisão em 1972 após redução da pena pelo Superior Tribunal Militar.
Dilma ressalta que as dores vividas durante o regime podem ser enfrentadas com o fortalecimento da democracia. Ela afirma que a verdade é essencial para não haver espaço para ressentimento ou esquecimento, ressaltando a importância de cada cidadão manter a memória ativa.
Contexto histórico
A edição do vídeo acontece pouco antes de marcar-se, na terça-feira, o 62º aniversário da deposição de João Goulart e do início da ditadura militar no Brasil. A mudança de poder ocorreu após a sessão do Congresso Nacional que declarou vaga a presidência na madrugada de 1º para 2 de abril de 1964, inaugurando um regime que durou até 1985.
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