O Tribunal de Contas da União abriu uma investigação para apurar irregularidades no desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula durante o Carnaval. O ministro Augusto Nardes determinou que a Casa Civil e a Secom prestem esclarecimentos em 15 dias.
A pasta e a Secretaria de Comunicação deverão informar a relação de todos os servidores públicos federais deslocados ao Rio de Janeiro entre 1º e 18 de fevereiro de 2026 para acompanhar ou apoiar a primeira-dama Janja, o presidente e ministros.
Também há pedido para detalhar os custos totais do deslocamento da equipe, discriminando diárias, passagens, hospedagem, transporte terrestre e eventuais horas extras.
Nardes cobrou explicações sobre o suposto uso de servidores do cerimonial na organização do carro alegórico Amigos do Lula, no qual Janja seria destaque.
Antes da apresentação, Janja desistiu de desfilar e acompanhou a homenagem ao lado do presidente, no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro.
O governo deve esclarecer o amparo normativo para a possível atuação de servidores no envio de convites, controle de presença e coleta de informações de convidados para a confecção de fantasias do carro alegórico.
A representação foi apresentada por deputados do Novo (Adriana Ventura, Gilson Marques, Luiz Lima, Marcel van Hattem, Ricardo Salles) e pelo senador Eduardo Girão.
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval do Rio, ficando em último com 264,6 pontos e com apenas duas notas 10 no samba-enredo.
A escola foi alvo de críticas pela ala Neoconservadores em Conserva, que trouxe imagens de famílias em latas; fãs da direita repercutiram a polémica nas redes.
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