Celso Sabino anunciou neste sábado a sua filiação ao PDT e lançou pré-candidatura ao Senado pelo Pará. O ex-ministro do Turismo, que estava sem partido desde dezembro, busca apoio para 2026 após deixar o União Brasil recentemente.
A filiação ocorreu em Belém, com a presença de aliados e lideranças locais. Sabino afirmou que o PDT oferece o espaço e a liberdade de trabalhar em defesa dos interesses do Pará e ampliar sua base eleitoral.
Em redes sociais, ele destacou ter escolhido o PDT após período de diálogo e alinhamento com seus propósitos políticos, ressaltando o compromisso com o estado e a independência para atuar na campanha.
Explicação sobre a saída do União Brasil
No fim de 2025, Sabino foi expulso do União Brasil por descumprir a orientação de deixar o Ministério do Turismo, cargo que ocupava desde 2023 no governo Lula. A decisão ocorreu após o rompimento entre o partido e o PT.
Sabino entregou a demissão ao presidente Lula em setembro, mas permaneceu no governo para coordenar a agenda da COP 30, realizada em Belém. A escolha gerou desgaste com a direção do partido e afastou-o de cargos internos.
Como consequência, Sabino perdeu o comando do diretório paraense do União Brasil e se manteve isolado politicamente até buscar nova sigla, agora com o PDT, para viabilizar sua candidatura.
Contexto regional e perspectivas
A filiação ao PDT amplia o leque de alianças do estado para a eleição de 2026. A candidatura ao Senado pelo Pará deve receber atenção de setores que desejam manter forte atuação regional e integrada à gestão pública.
O PDT ainda não definiu o conjunto de apoio a Sabino, mas a formação de palanque para o Pará aparece como prioridade para o partido. A montagem de alianças poderá influenciar o cenário político local.
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