A Câmara dos Deputados instalou nesta segunda-feira cabines de votação para definir o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A escolha visa preencher a vaga aberta com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. A expectativa é que o processo se encerre na quarta-feira, 8 de abril, mas ainda não houve definição.
A escolha ocorre em meio a disputa nos bastidores entre blocos governistas, Centrão e oposição. Ao menos três candidatos aparecem no cenário, com a votação para o cargo ocorrendo de forma secreta, diferente do rito legislativo comum.
Odair Cunha (PT-MG) surge como favorito da base governista e conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A vaga é estratégica, pois o TCU atua na fiscalização das contas do Poder Executivo e apoia o Congresso no controle externo da gestão pública.
Candidatos e apoios
A vaga de ministro do TCU é vitalícia, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, oferecendo o mesmo patamar salarial e prerrogativas de um ministro do STJ. O perfil técnico e a neutralidade são demandas centrais do processo, segundo apuração de fontes próximas ao tema.
A votação secreta traz o desafio de convergência entre forças políticas distintas. Além de Cunha, aparecem ao menos outros dois candidatos com apoio de blocos da oposição e de setores do centrão, mantendo o pleito com desdobramentos ainda incertos para os próximos dias.
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