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Conselho de Ética retoma análise sobre deputados que ocuparam Mesa Diretora em 2025

Conselho de Ética retoma análise de suspensão de três deputados pela ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025

Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) são alvos de representações por quebra de decoro. (Foto: Ana Carolina Curvello/Gazeta do Povo / arquivo)
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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (7) a análise de processos que podem suspender três parlamentares. A ação envolve a ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025, em protesto contra prisão domiciliar preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os representados são os deputados Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Eles são acusados de conduta incompatível com o decoro parlamentar durante o protesto, segundo informes da Corregedoria Parlamentar.

Na sessão marcada para as 14h, a pauta inclui a análise da representação contra Pollon, que teria ocupado a cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Van Hattem é apontado por sentar-se em uma cadeira da Mesa para bloquear o acesso ao presidente.

As representações, apresentadas pela base governista, pedem suspensão dos mandatos por 30 dias. O relator do caso é o deputado Moses Rodrigues (União-CE), que deve apresentar o parecer e encaminhar para votação.

Segundo a acusação de Zé Trovão, houve obstrução física da subida de Motta, com o deputado usando o corpo e a perna para impedir o acesso. A defesa nega irregularidades e sustenta atuação dentro dos limites políticos.

Marcel Van Hattem afirmou que a ocupação foi um protesto contra o que chamou de descumprimento de acordos pela cúpula do Congresso, amparada pelo direito de reunião. A eventual punição seria, segundo ele, apenas uma censura.

Marcos Pollon disse que sua conduta foi gesto político protegido pela imunidade parlamentar. Alegou que a obstrução é instrumento histórico do Legislativo e que não houve intenção de paralisar a Casa.

O caso ocorre no contexto do decreto de prisão de Bolsonaro, proferido pelo ministro Alexandre de Moraes na época, durante o processo sobre possível golpe após as eleições de 2022. O Congresso vivia recesso e havia debates sobre uma sessão extraordinária.

O debate envolve ainda tensões políticas ligadas a atos de 8 de janeiro de 2023, com propostas de anistia ampla em discussão. As apurações seguem sob análise da Corregedoria e devem informar a continuidade ou suspensão dos mandatos.

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