Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, confirmou presença na audiência da CPI do Crime Organizado marcada para as 10h desta quarta-feira. O objetivo é esclarecer, de forma institucional, questões que vão além da atuação técnica da instituição.
O requerimento de convocação aponta que a oitiva busca transparência e o afastamento de dúvidas sobre possível interferência política ou econômica em processos de fiscalização do sistema financeiro. A CPI tem como foco temas ligados ao crime organizado.
A CNN Brasil informou que Lula esteve em dezembro de 2024 em reunião no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, na presença de Galípolo, na época indicado para a presidência do BC. A oitiva de Galípolo está vinculada a esse encontro e sua relação com eventuais impactos regulatórios.
Pauta adicional na manhã
Também nesta quarta, a CPI avaliou incluir o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto na lista de ovidos, mas a confirmação não foi divulgada. O ministro André Mendonça, do STF, decidiu pela dispensa do depoimento obrigatório.
Além disso, Galípolo participa de reunião com senadores para discutir a PEC que trata da autonomia financeira do BC. O encontro visa esclarecer impactos da proposição sobre a gestão institucional e autonomia orçamentária.
Encontro sobre autonomia financeira
Participam do encontro o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que apresenta a proposta, e o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, onde o texto tramita. A pauta inclui questões de governança, orçamento e responsabilidade fiscal do BC.
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