A Câmara dos Deputados teve novo episódio de tensão na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher nesta quarta-feira. A discussão ocorreu durante a tentativa de aprovação de uma moção repudiando a eleição de Erika Hilton, deputada do PSOL, para presidir o colegiado. A sessão foi marcada por acusações entre oposicionistas e Hilton, além de críticas a publicações da líder do PSOL nas redes.
Deputadas da oposição criticaram postagens de Hilton em que a presidente da comissão falava sobre críticas que recebe nas redes. Alegaram que as mensagens endereçavam mulheres cis e trans, e que parte das intervenções inflama militância contrária ao grupo majoritário. Hilton contestou as leituras e destacou que as postagens eram direcionadas a ataques recebidos por ela.
Durante a discussão, a deputada Socorro Neri (PP-AC) afirmou que a congresista do PSOL poderia recorrer à Lei Maria da Penha. Neri afirmou que Hilton, segundo ela, teria o comportamento de incentivar militantes contrários às suas posição, como se fosse uma agressão física. A fala provocou forte reação entre presentes.
Desenvolvimento do incidente
A sessão foi marcada por troca de acusações entre Hilton e parlamentares da oposição, que alegaram desrespeito às regras da casa. Hilton deixou a cadeira de presidente e ocupou a bancada para responder aos ataques, afirmando que suas postagens não atacavam mulheres nem deputadas.
Um tumulto se desvinculou do plenário, com insultos proferidos a uma deputada, Clarissa Tércio (PP-PE). O deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) interveio, derrubou o celular de um visitante e solicitou a retirada dele. O episódio levou à intervenção do Depol, por ordem de Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
Desfecho
A sessão foi encerrada pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ) para que a agenda seguisse com o registro do boletim de ocorrência relacionado ao incidente envolvendo Clarissa Tércio. Diversos parlamentares manifestaram apoio à deputada pernambucana. O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.
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