O deputado estadual Lucas Bove (PL) tornou-se réu em um segundo processo criminal aberto na Justiça de São Paulo, ligado a descumprimentos de medidas protetivas. A ação envolve a ex-mulher dele, a influenciadora Cíntia Chagas, e é decorrente de 10 episódios de desrespeito às medidas impostas em um processo anterior.
A decisão foi proferida pelo juiz Felipe Pombo Rodriguez, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com base em denúncia do Ministério Público. O magistrado entende que há provas suficientes para a acusação de descumprimento e que o réu está devidamente identificado.
O processo tramita em segredo de Justiça e já havia resultado no acolhimento da denúncia contra Bove em relação ao segundo inquérito. A defesa do parlamentar não havia se manifestado quando a reportagem solicitou posicionamento.
O que está em jogo envolve dez episódios de descumprimento das medidas protetivas. A Justiça marcou audiências para outubro de 2025, com oitiva da vítima, testemunhas de acusação, defesa e eventual interrogatório do réu.
Em 2024, o juiz já havia negado prisão preventiva, impondo multa de R$ 50 mil ao deputado. Bove continua em liberdade e responde a ambos os processos. O caso também levou o Conselho de Ética da Alesp a reabrir o processo por quebra de decoro.
Violência doméstica
Cíntia Chagas registrou boletim de ocorrência em setembro do ano anterior, apontando violência psicológica e ameaças. A denúncia, apresentada em outubro, descreve uma escalada de abusos entre 2022 e 2025, incluindo episódios de controle, agressões e uso de arma em tom de ameaça.
Segundo a acusação, Bove teria restringido a liberdade da ex-esposa, controlando roupas, viagens e contatos, e exigindo comprovações de localização para intervenções em campanhas publicitárias. Laudos psicológicos indicaram TEPT e necessidade de escolta física.
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