Roberto Sánchez avança na corrida presidencial peruana ao prometer uma refundação do país, com uma plataforma que defende uma nova Constituição, combate à pobreza e a nacionalização de recursos naturais. O candidato do JP (Juntos por el Perú) disputa o segundo turno contra Rafael López Aliaga, em meio a uma contagem que também envolve Keiko Fujimori.
Sánchez se apresenta como o “candidato Castillista”, alinhado ao ex-presidente Pedro Castillo, hoje condenado por conspiração para o golpe. Ele afirma que Castillo foi vítima de um complô golpista e propõe libertar o ex-chefe de Estado e governar para o povo.
O político de 57 anos estudou Psicologia Social na UNMSM, atuou como psicoterapeuta e integrou o governo de Castillo como ministro do Comércio Exterior e Turismo. Também é deputado eleito para o biênio 2021-2026 e busca mobilizar o voto rural, que foi decisivo para reverter desvantagens na contagem.
Em coletiva após a votaçao, Sánchez indicou que percorrerá comunidades para convocar a refundação da pátria. Caso alcance o segundo turno, ele propõe uma Assembleia Constituinte baseada na igualdade de direitos e na participação popular.
Entre as prioridades, o candidato cita a redução da pobreza e a difusão da modernidade pelo território. A proposta inclui a nacionalização de recursos naturais, sob a alegação de que pertencem ao povo, além de criação de legislação para proteger mineradores informais.
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