O PSD, liderado pelo ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e outras oito siglas de centro-esquerda divulgaram uma nota pública defendendo o voto secreto na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O grupo ameaça deixar o plenário caso o voto aberto permaneça.
A frente de partidos afirma que o voto aberto é um jogo de cartas marcadas que expõe parlamentares a pressões e retaliações, ferindo a Constituição. O objetivo é preservar a liberdade de escolha dos deputados e a independência do Legislativo fluminense.
A presidência da Alerj está vaga após a cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado desde dezembro por suspeita de compartilhar informações com Thiego Santos, conhecido como TH Joias, ligado ao crime organizado. O novo pleito está marcado para sexta-feira, às 11h.
O que está em jogo
Os partidos já acionaram o Judiciário para barrar o voto aberto. O PSD ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no STF, defendendo o voto fechado em eleições indiretas para governador e argumentando coerência com o pleito na Alerj. O PDT recorreu ao TJ-RJ para manter o segredo do voto.
Segundo o bloco, a estratégia de voto secreto é relevante após a janela partidária, que ampliou a bancada para 23 deputados do PL, além de União Brasil e PP. A coalizão avalia que, sem voto secreto, o deputado Douglas Ruas (PL) tende a vencer com facilidade.
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