Poucos aliados de Lula que defenderam o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 admitem arrependimento após dez anos. O PT, neste momento, trabalha pragmaticamente na costura de palanques para 2026, enquanto quem votou pela cassação evita o tema. A reportagem ouviu 19 lideranças, entre deputadas, deputados e senadores que apoiaram o processo.
Entre os nomes que compõem o núcleo de apoiadores, há sete ministros que integraram o primeiro escalão do governo Lula, além de dois quadros hoje filiados ao PT. A lista integra também políticos estudando apoiar o partido em disputas pelo Senado e por governos estaduais. A votação que autorizou o afastamento da então presidente completou dez anos nesta sexta-feira, 17 de abril.
O que aconteceu e quem está envolvido
Entre os aliados destacados houve menções a ex-ministros da época e a parlamentares que defenderam o impeachment na Câmara ou no Senado. Alguns nomes, como Marina Silva e Geraldo Alckmin, aparecem em contextos de declarações anteriores sobre o tema, sem que haja resposta pública sobre recuos ou mudanças de posição atuais. Outros ex-ministros e parlamentares não responderam aos contatos da Folha.
Quando, onde e por que segue o debate
A imprensa acompanhou tentativas de contato com as principais figuras do episódio para entender se houve arrependimento ou ajuste de discurso ao longo dos anos. A maioria preferiu não se manifestar ou não retornou as ligações. A reportagem destaca que o tema é tratado com menor visibilidade nas atualizações políticas recentes, em meio à construção de alianças para 2026.
Perspectivas atuais e impactos
Apoiada por setores do PT para compor chapas, a bancada mira fortalecer alianças regionais sem retomar o discurso do impeachment. Entre as lideranças que indicaram arrependimento, há relatos de frustração com a forma como o processo foi conduzido, mas sem retratação explícita sobre o voto na época. Políticos que mudaram de posição enfatizam que a compreensão da conjuntura evoluiu com o tempo.
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