Douglas Ruas (PL) é eleito presidente da Alerj com 44 votos, em sessão nesta sexta-feira (17). Do total de 70 deputados, 25 deixaram o plenário em protesto e houve uma abstenção. A vitória coloca a direção da Assembleia sob influência direta de decisões do STF.
A decisão da corte mantém o governador interino como Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, até a definição sobre quem conduzirá o estado no período tampão. A linha sucessória passa a depender de decisão recente do STF, impactando o Palácio Guanabara.
Deputados da aliança de Eduardo Paes (PSD) não participaram da votação, alinhando-se contra o voto aberto, conforme regimento da Alerj. Eles defendiam voto secreto, seguindo orientação do STF para a eleição indireta do governador-tampão.
O contexto envolve uma disputa entre PL e o grupo de Paes para o controle do governo até dezembro. A definição sobre o nome que comandará o estado até o fim do ano depende de julgamento em andamento no STF.
O Rio de Janeiro está sem governador desde 23 de março, data em que Cláudio Castro (PL) renunciou para tentar o Senado. O afastamento ocorreu antes do julgamento do TSE que pode estabelecer eleição direta para a sucessão imediata.
A ausência de vice deixa a Alerj como possível atalho de substituição. O presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), estava afastado desde dezembro; Guilherme Delaroli, vice, assumiu provisoriamente a presidência, mas não pode assumir o governo por não ocupar o cargo titular.
No momento, Couto permanece no governo por liminar do ministro Cristiano Zanin, com pareceres aprovados pelo plenário do STF. O destino do governador-tampão, se eleito direta ou indiretamente, segue em análise pelos ministros.
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