O Brasil tem o terceiro menor preço de cigarro da América do Sul, mesmo com a alta recente. O maço passou de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2026, conforme decreto federal. A medida faz parte da política de controle do tabagismo.
A elevação objetiva reduzir o consumo, associada a maior tributação. Dados oficiais indicam que o preço mínimo atualizado visa reforçar arrecadação e equilibrar custos de política energética, como subsídios a combustíveis.
Segundo a OMS, o preço médio do maço no Brasil é de US$ 1,32. O país fica atrás apenas de Paraguai (US$ 0,46) e Bolívia (US$ 1,09; Japão? não aplicável). O Equador registra o preço mais alto, US$ 6,00.
Pelo governo, a atualização acompanha a tendência de endurecimento de políticas de saúde pública. Em décadas anteriores, impostos e preços altos contribuíram para queda no consumo, conforme o INCA.
Nos últimos anos, os reajustes ficaram interrompidos; o preço mínimo permaneceu em R$ 5 entre 2017 e 2023, subiu para R$ 6,50 em 2024 e chegou a R$ 7,50 neste ano.
A atuação também busca compensar custos ligados à saúde pública. Estima-se que o tabagismo gere cerca de 177 mil mortes anuais e gastos de aproximadamente R$ 98 bilhões ao sistema único de saúde.
Economia total do tabagismo, incluindo perda de produtividade, supera os R$ 150 bilhões por ano, aponta o g1. O tema é alvo de debate sobre impostos seletivos na reforma tributária.
A medida enfatiza o uso de preços altos como principal instrumento de prevenção. Especialistas afirmam que a política deve ser mantida para reduzir o consumo, principalmente entre jovens.
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