Deputados estaduais do Partido Liberal (PL) discutiram após a subsequente leitura pública de uma publicação em redes sociais que supostamente omitiu Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado pelo PL. A polêmica envolveu Ana Campagnolo, de Santa Catarina, e Lucas Bove, de São Paulo, e ganhou repercussão neste fim de semana.
O episódio teve início quando Campagnolo publicou uma foto em seu Instagram ao lado de autoridades do partido: Jorginho Mello, governador de Santa Catarina; Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL; e Daniel Freitas, deputado federal. O registro foi feito durante um almoço de Freitas no estado.
No dia seguinte, Lucas Bove afirmou nas redes sociais que a publicação também incluía Carlos Bolsonaro, mas o nome dele foi excluído do post. A fala gerou reação, com Bove classificando a atitude como inadequada.
Campagnolo respondeu, explicando o contexto e apresentando versões distintas de duas imagens semelhantes. Segundo ela, a foto publicada fazia parte de um conjunto de imagens tiradas durante o encontro, e Carlos Bolsonaro teria entrado na cena pouco depois.
A parlamentar afirmou ter publicado fotos disponíveis na galeria do celular, que registravam compromissos recentes. Também destacou que está em plena atividade para fortalecer as bases do partido, citando sua agenda de viagens.
Em tom direto, Campagnolo ainda criticou o desempenho parlamentar de Bove em São Paulo, ressaltando diferenças regionais de atuação dentro do PL. A sequência de eventos levou a um debate interno sobre uso de imagens e representatividade na comunicação do partido.
Contexto político local
- Em Santa Catarina, o PL discute a composição da chapa ao Senado, com Carlos Bolsonaro como pré-candidato. A ideia seria integrar a chapa com Caroline de Toni, enquanto o governador Mello pretende manter Esperidião Amin na atual composição, gerando divergências internas.
- A disputa interna evidencia tensões entre lideranças locais e a direção nacional do PL, que busca manter unidade diante de agendas estratégicas para 2026.
A controvérsia ocorreu em meio a disputas sobre alianças e prioridades regionais dentro do PL, enfatizando a necessidade de alinhamento entre comunicação institucional e estratégia eleitoral. A sequência de acontecimentos segue sob acompanhamento dos interessados.
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