O ex-governador Cláudio Castro enfrenta novas acusações e críticas relacionadas ao uso da máquina pública durante a campanha de 2022. A condenação do TSE foi anunciada no dia 24 de março, em meio a uma mudança de gestão no Palácio Guanabara.
Horas antes da decisão judicial, Castro autorizou movimentação de 730 milhões de reais do Fundo Soberano, poupança oriunda de royalties do petróleo, para 16 prefeituras do interior. Segundo o Tribunal, o dinheiro foi destinado a projetos de infraestrutura de longo prazo e houve bloqueio parcial.
A liberação de parte do fundo, 250 milhões, ficou a cargo da Secretaria das Cidades, pasta chefiada pelo deputado Douglas Ruas, candidato bolsonarista ao governo do Rio de Janeiro. Não houve detalhamento público sobre o destino dos recursos.
A operação de corte de gastos e reorganização no governo aponta para a atuação da atual gestão, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, que preside o Tribunal de Justiça do Rio. O objetivo declarado é limpar estruturas administrativas de cargos de confiança.
Entre as mudanças, destaca-se a subsecretaria de Gastronomia, criada em julho de 2025 e ligada a Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. A área, chefiada por um empresário do setor, teria origem em um único cargo de assessor da Imprensa Oficial.
O número de exonerados de cargos comissionados ultrapassa 600, segundo apuração de fontes oficiais. A maior parte dos afastados não possuía senhas de acesso a sistemas ou crachá, caracterizando uma informalidade administrativa.
A crise institucional envolve também a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, citado como candidato governista à sucessão e apontado por autoridades como envolvido com organizações criminosas. O caso ampliou o escrutínio sobre o Palácio Guanabara.
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