Romeu Zema, pré-candidato do Novo, ganhou visibilidade recente após veiculações nas redes que o colocam em novo patamar de cobertura pública. Vídeos com humor sobre o STF passaram a atrair maior atenção da imprensa e do público, ajudando a mudar o tema da temporada eleitoral.
As peças satíricas, produzidas com inteligência artificial, mostram ministros do STF em situações caricatas. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem em cenas que abordam decisões sobre censura, investigações e a relação entre ministros e figuras políticas.
Reação do STF e desdobramentos
Gilmar Mendes acionou o STF e pediu investigação contra Zema, alegando desrespeito à honra da Corte. Em um dos trechos, o personagem que representa Mendes sugere medidas legais para suspensão do conteúdo. Moraes aparece em outra cena vinculada ao Banco Master e ao STF.
Zema, antes visto como patinho feio da chamada terceira via, passou a gerar mais debate público. A ascensão ocorre em meio a uma série de publicações que ampliam o alcance do presidenciável nas redes sociais, com aumento de seguidores e engajamento.
Sondagens indicam cenário competitivo
Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda (27), aponta Lula à frente no cenário de primeiro turno, com 41% de intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro e Zema, com 36% e 4%, respectivamente. No segundo turno, Lula fica estável em 45%, contra Zema em 41%.
A pesquisa envolveu 2.028 eleitores, entre 24 e 26 de abril, em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-01075/2026. Os números mostram que, apesar do crescimento de Zema, o favoritismo permanece com Lula.
Aprovação e menções em redes
Monitoramento realizado pela Palver, segundo a Folha de S Paulo, revelou que Zema aparece com 53% de aprovação em mensagens com posicionamentos claros sobre ele, em aproximadamente 100 mil grupos de WhatsApp. Isso representa o melhor saldo entre pré-candidatos da direita.
Profissionais de marketing político destacam que o alcance ainda é incipiente, mas já sinaliza potencial de consolidação de uma fringe de apoio. Embora não haja leitura de risco imediato para a liderança de Flávio Bolsonaro, o movimento pode valorizar a candidatura de Zema ao menos no primeiro turno.
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