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Boulos reage à reprovação de Messias no Senado

Boulos critica a rejeição de Messias ao STF pelo Senado, chamando de chantagem política e aliança com o bolsonarismo; derrota histórica ao governo e fim de 130 anos de tradição

Decisão interrompe uma tradição de mais de 130 anos sem recusas a nomes indicados - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), indicada por Lula. A decisão representa uma derrota para o governo e interrompe uma tradição de mais de 130 anos sem recusas a nomes para a Corte.

A rejeição foi recebida como um revés político para a atual gestão, em meio ao clima pré-eleitoral. A votação ocorreu no Plenário e consolidou o entendimento de que Messias não reunia o apoio necessário para a vaga.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, comentou a decisão, afirmando que houve uma aliança entre bolsonarismo e chantagem política que influenciou o resultado. Boulos divulgou a mensagem em seu perfil no X, destacando a fala como reação oficial do governo.

Segundo apuração, a defesa da indicação argumentou competências técnicas do indicado, enquanto opositores apontaram divergências políticas e jurídicas como entraves. A decisão do Senado não altera imediatamente a composição do STF, mas marca o desfecho do processo de indicação para essa vaga.

Acompanhamento: analistas ressaltam que o Senado mantém o papel de freio institucional em nomeações ao STF. O governo ainda pode encaminhar novo nome para apreciação, caso deseje prosseguir com a indicação. A ballotagem consolidou o domínio do Legislativo sobre o tema, mantendo o equilíbrio entre os poderes.

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