Elon Musk afirmou no processo que foi tolo por financiar a OpenAI. O caso envolve o bilionário, dono da SpaceX e do X, e Sam Altman, CEO da OpenAI. O tribunal ocorre na Califórnia, durante o julgamento que entra no terceiro dia. A discussão central é sobre o objetivo sem fins lucrativos da OpenAI e o eventual lucro com IA.
O julgamento começou na segunda-feira, 27, com a fase de seleção do júri. Na segunda-feira seguinte, houve as apresentações iniciais das partes. Nesta terça, as testemunhas depuseram e as acusações continuaram a ser discutidas.
Musk afirmou que, ao saber do investimento de 10 bilhões de dólares da Microsoft, questionou Altman sobre a operação e chamou o aporte de propaganda enganosa. Segundo fontes consultadas, o bilionário disse que a OpenAI virou uma empresa avaliada em 20 bilhões sem fins lucrativos, o que gerou desconfiança em relação ao retorno do investimento.
A defesa da OpenAI sustenta que Musk rompeu com a organização após criar a própria empresa de IA, a xAI, tornando-se rival. Assim, argumenta que o fundador agiu por interesse próprio e após desentendimentos sobre a estrutura de lucros da OpenAI. A defesa também aponta que Musk buscou controle total desde 2017.
Durante as perguntas de defesa, o advogado William Savitt reforçou que Musk minimizou declarações e apresentou números conflitantes sobre doações à OpenAI. O debate incitou respostas curtas por parte de Musk, que passou a responder apenas com sim ou não, sob intervenção da juíza.
As perguntas baseadas em e-mails entre Musk e integrantes da OpenAI mostram que o empresário tinha conhecimento sobre estratégias de lucratividade e desejava influenciar decisões da organização. A defesa sustenta que o interesse não era cumprir uma missão sem fins lucrativos.
A oitiva também abordou o montante total de doações feitas por Musk, com valores apresentados em diferentes momentos. A postura de Musk durante o debate foi de contenção, mantendo o foco em questionamentos sobre a gestão da OpenAI.
O processo está previsto para ter conclusão até o fim de maio, conforme a decisão da juíza Yvonne Gonzales Rogers. O veredito do júri será decisivo para definir se houve violação de compromissos originais da empresa.
Entre na conversa da comunidade