O Senado rejeitou nesta quarta-feira, 29, a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para ocupar uma cadeira no STF. A votação foi 42 votos contrários e 34 favoráveis, mantendo o tema fora da pauta de eventual nomeação ao tribunal.
Petistas criticaram a decisão, afirmando que houve politização do processo e risco de instabilidade institucional entre os Poderes. Edinho Silva, presidente nacional do PT, destacou que formação técnica é essencial para a vaga, e que a rejeição aumenta incertezas no cenário político.
A bancada do PT também afirmou que o veto sinaliza enfraquecimento do Judiciário em meio a tensões com o Congresso, em um momento de dificuldades econômicas. Líderes ligados ao governo avaliaram que o sistema de freios e contrapesos pode sofrer impactos com a recusa.
Outros atores da esfera jurídica e política, como o grupo Prerrogativas, disseram que a decisão afeta o equilíbrio entre os Poderes, contribuindo para um cenário de maior desgaste institucional. A decisão foi recebida com críticas de parlamentares da oposição e de aliados ao governo.
Lindbergh Farias, ex-líder do PT na Câmara, externalizou em redes sociais a visão de que o Congresso atua contra o povo, associando a medida a disputas que desafiam a democracia e a imagem de instituições frente a investigações de escândalos.
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