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Ala do governo defende mulher negra no STF para pressionar Senado

Ala do governo defende indicar mulher negra para o STF para aumentar pressão sobre o Senado e elevar o custo político da resistência, após a rejeição de Messias

A Procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da AGU (Advocacia-Geral da União)
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Uma ala do governo passou a defender que o presidente Lula indique uma mulher negra para a próxima vaga no STF, como estratégia para pressionar o Senado e, em especial, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após a derrota de Jorge Messias. A tentativa busca manter o debate sobre representatividade em alto nível político.

A leitura de bastidores é de que o gesto poderia aumentar o custo político de resistência à indicação. A ofensiva coincide com o ambiente de tensão entre Planalto e Congresso, ainda em meio a molstos de composição entre poderes.

Entre sinais do governo, há a hipótese de deixar a decisão para após as eleições de 2026, segundo relatos internos. No Senado, Alcolumbre já indicou que a análise de um novo nome deve ocorrer depois do pleito, para evitar tensões pré-eleitorais.

Nomes em pauta

Entre os nomes que voltaram a circular está Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da AGU. Bahia, integrante da advocacia-geral desde 2007, ela atua em Direito Constitucional e já exerceu funções técnicas no próprio STF. O perfil já havia sido citado em debates sobre diversidade.

Para a ala política do Planalto, a percepção é de que um perfil com maior aceitação social poderia reduzir a resistência no Senado diante de um novo nome para a Corte. A ideia é ampliar consenso sem ampliar conflitos institucionais.

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