O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o tradicional pronunciamento do Dia do Trabalho para defender a derrubada da escala 6×1. Em fala realizada nesta quinta-feira 30 de abril, ele afirmou que a elite brasileira historicamente tende a resistir a melhorias para os trabalhadores. O tema ganhou repercussão após a aprovação pela CCJ da Câmara da proposta que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais.
Lula reforçou que conquistas como salário mínimo, férias e 13º salário são fundamentais para a economia. Segundo ele, ampliar direitos não quebra o país, ao contrário: quando a renda do trabalhador avança, a economia ganha dinamismo e beneficia a sociedade como um todo. A leitura apresentada aponta que o fim da 6×1 pode estimular esse ciclo.
Em parte do discurso, o presidente afirmou que o sistema econômico atua para dificultar avanços em direitos trabalhistas. O tom foi de confronto com o que chamou de andar de cima e com a ideia de que a elite busca manter privilégios. O objetivo, segundo ele, é melhorar a vida do povo brasileiro mesmo diante de resistências.
Avanço da proposta na Câmara
A proposta para reduzir a jornada de trabalho agora segue para uma comissão especial na Câmara dos Deputados. O objetivo é analisar a matéria com maior detalhamento técnico e pareceres de especialistas antes de qualquer decisão em plenário.
Sinais de apoio entre parlamentares
Ao conversar com a imprensa, o presidente da Comissão Especial da PEC do fim da escala 6×1, Alencar Santana (PT), afirmou enxergar vontade política para avançar, mesmo diante da oposição de parte da bancada bolsonarista. Ele destacou que houve histórico de resistência a reformas que ampliam direitos, citando a reforma da Previdência como exemplo de disputa entre interesses distintos.
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