Fernando Collor de Mello, ex-presidente, cumpre prisão domiciliar em Maceió desde 1º de maio de 2025. Condenado em processo derivado da Lava Jato, ele passou seis dias no presídio Baldomero Cavalcante e, posteriormente, ganhou o benefício de ficar em casa por motivos de saúde.
O político de 76 anos vive em uma cobertura de 600 m² à beira-mar, no centro de Maceió, com a esposa e as filhas mais novas quando estão no Brasil. Segue sob monitoramento médico, com autorização para deixar o apartamento apenas para consultas de saúde previamente informadas.
Ao longo de um ano de prisão, Collor teve 24 autorizações de visita concedidas pelo STF, de setembro de 2025 a abril de 2026, totalizando 23 visitantes. Entre eles estiveram empresários, advogados e políticos, além de familiares próximos.
A motivação para a prisão decorre de propina de esquema na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, conforme a sentença. A defesa afirma tratar-se de acusações contestadas pelo ex-presidente, que sempre negou as irregularidades.
Ainda segundo a investigação, provas foram reunidas em depoimentos da Operação Lava Jato e documentos encontrados no escritório de douto doleiro. O caso é visto como prelúdio de medidas posteriores envolvendo outros políticos do país.
O STF não impôs restrições de uso de telefone e internet ao beneficiar Collor com a prisão domiciliar. A decisão exige que ele informe qualquer saída de casa por questões de saúde, com prazo de 48 horas para comunicação sobre emergências. O passaporte permanece suspenso.
O ex-presidente permanece no endereço atual com a família e não há registro de mudanças significativas na rotina do edifício, que tem pouca movimentação de funcionários e portaria remota. A decisão envolve controle médico e visitas monitoradas, sem limitações gerais de circulação.
Entre as visitas autorizadas estiveram figuras políticas, autoridades estaduais, advogados e jornalistas. Também passaram pelo processo pessoas ligadas a delatores e a famílias envolvidas em decisões administrativas. A última irmã de Collor faleceu em outubro passado.
Especialistas destacam que Collor vem perdendo relevância política nos últimos anos, com isolamento acentuado desde o fim de seu mandato no Senado. A analista ressalta que, diferentemente de Bolsonaro, Collor não possui base eleitoral ou legado político ativo de igual peso.
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