José Guimarães foi empossado em 14 de abril como ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação política do governo Lula. O ato ocorreu no Palácio do Planalto, com assinatura ao lado do presidente Lula. Naquele dia, o deputado já sabia que haveria sabatina de Jorge Messias em até quinze dias na CCJ do Senado.
A atuação de bastidores contra Messias já era intensiva. Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, articulavam a rejeição da indicação para vaga no STF, segundo informações de bastidores. Guimarães havia chegado ao Planalto com aval do presidente da Câmara, Hugo Motta.
O resultado divulgou-se na votação realizada no plenário do Senado: Messias recebeu 34 votos, abaixo do mínimo para aprovação. Menos de duas horas depois, Guimarães participou de entrevista coletiva ao lado de Messias, defendendo a escolha do governo e elogiando o currículo do indicado, em tom de defesa institucional.
Pergunta sobre a presença de Guimarães
Ao passo que a entrevista seguia, uma parlamentar aliada de Lula questionou a ausência de Guimarães na sessão, sob condição de anonimato. A executiva do Planalto pediu serenidade e deixou que o Senado explicasse as razões da rejeição.
O ministro afirmou, em resposta aos jornalistas, que cabe ao Senado justificar a decisão tomada. Em relação ao desempenho da SRI, Guimarães destacou a condução do governo e a atuação de Messias como escolhas alinhadas ao interesse institucional.
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