A procuradora da República Gisele Bleggi, titular do 5° Ofício Ambiental do MPF, foi alvo de críticas machistas após a divulgação de um vídeo institucional. A repercussão ocorreu em março, nas redes sociais, por causa do seu visual, que inclui tatuagens, piercings e dreads, segundo relatos da própria profissional.
Bleggi já havia recebido ataques semelhantes em duas ocasiões anteriores, associadas ao exercício do cargo. O episódio mais grave ocorreu em 2022, durante mediação de conflitos em Rondônia, e o segundo em outra reunião com a prefeitura de Aracaju, no início de 2025.
Contexto e reação inicial
Na publicação que deu origem ao caso, o conteúdo se destacou por comentários misóginos que questionavam a atuação da procuradora em função do gênero. O post original foi publicado pelo prefeito de Propriá (SE) e teve comentários desativados após a repercussão.
Impacto na atuação
Bleggi explica que as ofensas desafiam não apenas a imagem profissional, mas também a sequência de trabalho. A Procuradoria aponta que há responsabilização penal e civil para condutas de ódio ou injúria, especialmente quando envolvem mulheres.
Análise da situação
A procuradora afirma que redes sociais ampliam o fenômeno. Segundo ela, ataques não seriam repetidos se ocorressem cara a cara. Ela reconhece que a participação institucional da publicidade do MPF antecipa cobrança pública, o que acarreta desgaste emocional.
Repercussão institucional
Órgãos profissionais como a Associação de Procuradores da República e a OAB emitiram notas de solidariedade e repúdio aos ataques. O prefeito de Propriá também manifestou apoio à procuradora, destacando a importância de fortalecer a gestão ambiental e o diálogo institucional.
Considerações finais
Bleggi ressalta a necessidade de debates sobre respeito e responsabilidade nas redes. Ela destaca que o episódio abriu um diálogo relevante sobre direitos e proteção a profissionais públicos, sem estabelecer juízos sobre pessoas específicas.
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