Há internações políticas envolvendo a família Bolsonaro que ganham espaço nas narrativas da campanha do clã. A cada fala de assessores e aliados, surge uma leitura de desentendamentos entre o núcleo político e a família.
O maquiador Agustin Fernandez afirmou, de forma veiculada, que o filho do ex-presidente teria dificuldade de dialogar com grupos de menor poder aquisitivo. Segundo ele, o estilo de Flávio Bolsonaro é visto como pouco conectado pela audiência comum.
Mesmo com esse diagnóstico, aliados de Flávio defendem que não houve autorização explícita de Michelle Bolsonaro para críticas. Um líder do PL na Câmara sugeriu que a líder pode ter desabafado, sem que haja intenção de direcionar a comunicação oficial.
A mesma fonte ressalta que a vida pública de Michelle, num momento difícil, pode ter gerado interpretações equivocadas entre quem ouviu a conversa, o que alimenta a hipótese de interpretações erradas.
A ausência de Jair Bolsonaro na campanha é citada como fator que pode ampliar desentendimentos internos. Um deputado do PL disse que a falta de uma figura central dificulta a construção de unidade entre apoiadores.
Já o recado de representantes da oposição aponta que a candidatura de Flávio é reconhecida pelo grupo ao qual pertence, sem abrir espaço para disputas que comprometam a estratégia eleitoral.
Entre aliados, há ainda críticas sobre o isolamento que o entorno do ex-presidente estaria vivenciando, com mensagens que circulam em redes entre apoiadores e ex-vereador Carlos Bolsonaro.
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