O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Phillipe Vieira de Mello, abriu a sessão desta segunda-feira para esclarecer a polêmica gerada pela expressão sobre juízes do trabalho “vermelhos e azuis”. A fala foi apresentada como resposta a uma exposição do ministro Ives Gandra Filho durante palestra em evento organizado por outro magistrado.
Vieira de Mello afirmou ter provas de onde começou a controvérsia e disse que a dignidade de Ives Gandra não seria questionada quanto ao papel dele na origem da discussão. O presidente garantiu que atua com base na Constituição e na CLT, mantendo-se distante de qualquer forma de parcialidade.
Gandra usou a expressão para classificar ministros entre posicionamentos liberais e intervencionistas, durante uma aula do curso para advogados que pretendiam litigar no TST. A iniciativa era coordenada pelo ministro Guilherme Caputo Bastos e gerou críticas entre membros da Corte.
Desdobramentos internos e posicionamentos
Após a fala inicial de Vieira de Mello, Gandra reiterou que houve ofensa entre colegas, citando reações de parte do tribunal. O ministro também informou que houve desconforto entre integrantes da Corte com os rótulos usados, destacando que divergências existem, mas não com base em rótulos.
Em resposta, o presidente leu trechos de um discurso atribuído a Gandra no curso, em que o ministro compara sua atuação no TST a uma atuação dentro do Terceiro Reich. Vieira de Mello ressaltou que o tribunal é plural e que as divergências devem se dar por argumentos, não por rótulos.
Momento final e leitura de contexto
Antes da sessão, as lideranças discutiram nos bastidores por mais de 30 minutos. A ministra Cristina Peduzzi encerrou o debate destacando a importância da divergência dentro de um regime democrático, sem apontar crime de ritual ou censura entre os pares.
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