O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira, em uma nova fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal do Rio. A investigação aponta que ele integrava um esquema de desvios na Secretaria de Educação do Rio, movimentando grandes quantias em dinheiro, até com uso de um cofre inteligente e transportadora de valores. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo a PF, Rangel utilizava a empresa T. H. Rio Administração e Participações LTDA como polo de recebimento de numerário. O CNPJ está registrado em nome de um ex-assessor, mas o deputado seria o procurador da empresa. O principal laranja identificado é Elexandre Rodrigues dos Santos Silva Filho, também preso.
Aprofundando a análise, a PF aponta que o esquema envolve direcionamento de licitações, transferências entre redes de empresas e grande movimentação de dinheiro em espécie. A recuperação de valores sugere atuação com terceiros para ocultar recursos, especialmente em período eleitoral.
Envolvidos e desdobramentos
Além de Rangel, a PF aponta participação de Luiz Fernando Passos de Souza, apontado como operador financeiro. Ele tem laços com empresas envolvidas na investigação e foi preso na mesma operação. Trechos de mensagens indicam saques de propina e guarda de recursos.
Tratativas aparecem em conversas de setembro de 2024, nas quais Luiz Fernando menciona contratos e saques, e Rangel confirma o armazenamento dos valores. A PF afirma que a temporalidade reforça a hipótese de gestão paralela de recursos em espécie.
Reação institucional
A Assembleia Legislativa informou colaboração com as autoridades e reiterou compromisso com transparência. Afastes e investigações seguem sob orientação dos órgãos competentes. Alerj não divulgou novas manifestações públicas do deputado.
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