Thiago Rangel, deputado estadual do Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação mira suposta participação em fraude em procedimentos de compra de materiais e serviços para a Secretaria de Educação do estado. A PF investiga uma organização criminosa ligada a essas irregularidades.
O parlamentar era alvo de investigações que envolvem uso de influência política para direcionar contratações de escolas da Diretoria Regional Noroeste da Seeduc. Segundo as apurações, empresas vinculadas ao grupo teriam recebido recursos públicos por meio de saques e transferências para contas de uma rede de postos de combustíveis.
Rangel foi eleito deputado estadual pelo Avante em 2022, com 31.175 votos. Ele já havia ocupado o cargo de vereador em Campos dos Goytacazes, eleito em 2020. Também atuou como superintendente do IPEM-RJ e diretor de fiscalização do Detro-RJ, com atuação na frota de transporte do estado.
Operação Unha e Carne
A ação envolve cinco prisões adicionais e 23 mandados de busca e apreensão em cidades do RJ, incluindo Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. Os mandados começaram a ser cumpridos pela PF nesta manhã.
As investigações começaram após análise de mídias apreendidas na primeira fase da operação, com o objetivo de coibir vazamento de informações sigilosas por agentes públicos. Por meio das apurações, a PF aponta prática de direcionamento de licitações para empresas associadas à organização criminosa.
Além disso, a PF indicou que após recebimento de recursos públicos, sócios ou procuradores faziam saques, realizavam depósitos ou transferências para empresas ligadas ao grupo. Os montantes desviados teriam ligação com a rede de postos de combustível chefiada pelo líder da organização.
A PF informou que o caso envolve uma suposta zona de influência política associada ao parlamentar alvo da ação, com operações financeiras que misturavam recursos públicos e privados. As investigações seguem para esclarecer vínculos e eventual participação de outras pessoas.
As informações são apuradas com colaboração de agências locais e de veículos de imprensa; ainda não há conclusão sobre culpabilidade ou responsabilização final.
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