A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), o ex-chefe de gabinete Rui Bulhões e mais cinco suspeitos na quarta fase da operação Unha e Carne. A ação visa apurar fraudes em contratos, licitações e desvio de recursos públicos em órgãos do Rio de Janeiro, incluindo a Emhab e a Secretaria de Educação. A investigação partiu de uma planilha encontrada no computador de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.
Segundo os investigadores, a planilha continha a relação de deputados fluminenses com indicações a cargos públicos, com duas abas: uma para pleitos de nomeações e outra para cargos já ocupados. O documento, apelidado no processo, apontava pedidos de indicações em órgãos estaduais estratégicos. Bacellar já havia sido alvo de prisão na operação anterior.
Entre os citados na planilha constam Thiago Rangel, o atual presidente da Alerj e pré-candidato ao governo Douglas Ruas, e os deputados Guilherme Delaroli, Arthur Monteiro, Carlinhos BNH, Célia Jordão, Deodalto, Filipinho Ravis, Júlio Rocha e Tia Ju. A PF afirma que há indícios de influência de Bacellar na gestão estadual e de repasse de informações ao crime organizado.
A PF também aponta que Rangel pode ter indicado cargos no Detran, Ipem de Campos dos Goytacazes e possuía 15 cargos comissionados na Alerj. Segundo a força policial, há potencial pedido de indicações para o Detro, FIA, Fundação Leão XIII, Residência de Obras e Conservação do DER e na Secretaria de Trabalho e Renda.
A defesa de Rangel afirmou estar surpresa com a prisão e negou as acusações, afirmando que o deputado reafirma a confiança no devido processo legal e presta esclarecimentos nos autos. Os advogados dos demais investigados ainda não se manifestaram publicamente.
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