O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso nesta quarta-feira, 6, pela Polícia Federal, em nova fase da Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de envolvimento em fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para resguardar a ordem pública e a instrução criminal.
Segundo apurações, Rangel teria operado um esquema que envolvia pagamento de propina ligado à área da Educação. A PF afirma que o parlamentar movimentou grandes valores em espécie, o que levou à necessidade de cofre inteligente e transportadora de valores. A investigação aponta uso de empresas registradas em nomes de terceiros para receber as propinas.
Rangel já acumula um expressivo crescimento patrimonial. Em 2020, ele declarava 224 mil reais, quando disputou a vereança em Campos dos Goytacazes. Em 2022, ao se candidatar a deputado, o patrimônio chegou a 1,972 milhão. Entre os bens constam jet-skis, cinco carros, incluindo Range Rover, Mercedes e Volvo, e participação em um posto de combustíveis.
Bens, imóveis e movimentação financeira
A PF mapeou dois imóveis em Campos dos Goytacazes e um apartamento de frente para o mar na Avenida Atlântica, Copacabana. Em 2024, o portfólio de ativos ganhou um novo negócio de serviços terceirizados. O posto de combustíveis também teve aumento expressivo no valor. Além disso, o policial identificou outros três imóveis ligados ao deputado.
A defesa de Rangel informou que ele está se inteirando do teor da investigação e que qualquer conclusão antecipada é indevida. O texto afirma que o deputado nega irregularidades e prestará esclarecimentos nos autos.
A apuração envolve ainda o uso de empresas ligadas a terceiros para recebimento de recursos, segundo as informações da Polícia Federal. A operação segue em andamento, sem divulgação de novas prisões até o momento.
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