Luciana Genro, uma das fundadoras do PSOL, afirmou na sexta-feira, 8 de maio de 2026, que houve uma batalha de vida ou morte para a sigla diante da defesa de uma federação com o PT feita por Guilherme Boulos. A declaração foi dada em entrevista ao programa Manhã Brasil, do Farol Brasil.
A deputada gaúcha destacou que o futuro e a independência do PSOL estavam em jogo na disputa interna. Ela disse que, se Boulos tivesse vencido, a identidade do PSOL correria risco de se tornar apenas mais uma força dentro do espectro da centro-esquerda.
O PSOL, fundado em 2004 como dissidência do PT, mantém desde 2022 uma federação com a Rede Sustentabilidade. Em março de 2026, esse acordo foi renovado por mais quatro anos, com o grupo ligado a Boulos contestando a relação com o PT.
Contexto da decisão interna
O PSOL votou contrariamente à federação com o PT em 7 de março, por 75% dos votos. A resolução contou com apoio de setores da esquerda, contrariando o grupo Revolução Solidária, ligado a Boulos e a Sonia Guajajara, ex-ministra indígena e pré-candidata do PSOL à Câmara.
A deputada Genro reforçou que o PSOL defende uma linha de independência em relação ao PT, e que a vitória da federação poderia ferir esse posicionamento estratégico. O PSOL continua, portanto, sob o argumento de manter autonomia programática.
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