O Levante Integralista, também conhecido como Intentona Integralista, foi uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas em 1938. Organizado pela Ação Integralista Brasileira, o movimento era de ultradireita e defendia um regime autoritário. O episódio ocorreu no dia 11 de maio, durante o Estado Novo, com saldo de 15 mortos e 1.500 presos.
A AIB surgiu na radicalização política pós 1930, inspirada no fascismo europeu. Seus integrantes usavam uniformes, símbolos e rituais similares aos movimentos da época, buscando consolidar controle político e reputação pública.
Em 1937, Vargas instituiu o Estado Novo ao fechar o Congresso e banir partidos. O Plano Cohen, usado para justificar o anti-comunismo, foi atribuído aos integralistas, que passaram a perder espaço no governo. O fechamento de organizações políticas veio acompanhado de repressão.
Na noite entre 10 e 11 de maio de 1938, rebeldes atacaram o Palácio Guanabara, residência oficial de Vargas no Rio de Janeiro. O grupo planejava prender o presidente com apoio de militares ligados ao movimento. A ação foi desorganizada e rapidamente abortada.
Durante o confronto, Vargas e a filha Alzira chegaram a trocar tiros com os invasores para defender o palácio. Ao final, cerca de 1.500 integralistas foram presos e o líder Plínio Salgado recebeu exílio em Portugal. O episódio ficou marcado como uma das tentativas de golpe mais conhecidas do país.
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