O caso envolvendo o Porsche azul teve desfecho parcial nesta sexta-feira. Fernando Sastre Filho, condutor do carro que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 31 de março de 2024 no Tatuapé, responde a júri popular em 29 de outubro, às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo. Ele está preso desde maio de 2024.
A Justiça informou a data do júri após manter decisão anterior. A defesa apresentou recurso especial que, segundo eles, não suspende o andamento do processo, nem impede a decisão de levar o réu a júri. Ministério Público e assistentes de acusação contestaram o adiamento e defenderam a oitiva da vítima sobrevivente.
Sastre foi preso quase 40 horas após o acidente, ocorrido na Avenida Salim Farah Maluf. O motorista de luxo, que já dirigia o Porsche, fugiu do local após a colisão. O Sandero envolvido na batida era conduzido pela vítima, de 52 anos, que morreu no local.
Como será o júri
O juiz responsável determinou que o julgamento será realizado pelo Conselho de Sentença de um dos Plenários da 1ª Tribunal do Júri. Segundo a Lei 167/1938, o corpo de jurados é composto por sete integrantes, sorteados entre 21 alistados. O juiz Roberto Zanichelli Cintra conduzirá os trabalhos.
Caso haja condenação, a pena pode superar 30 anos de prisão. O serviço de júri é obrigatório para pessoas entre 25 e 60 anos de idade, conforme a legislação vigente.
Relembre o caso
O acidente ocorreu na madrugada de Páscoa, em 31 de março de 2024, na região do Tatuapé. O Porsche trafegava a cerca de 156 km/h, na traseira de um Renault Sandero, que era dirigido pela vítima. Testes e procedimentos como bafômetro não foram concluídos de imediato.
A defesa afirma que recursos cabem para questionar decisões processuais, enquanto o Ministério Público mantém o foco na oitiva da vítima sobrevivente como parte essencial do caso. A timeline do ocorrido inclui a detenção do empresário e o sepultamento da vítima em Guarulhos.
Sob supervisão de reportagem de redação, as informações sobre o andamento processual têm como base decisões judiciais e documentos oficiais. O espaço permanece aberto para atualizações futuras sobre o caso.
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