Quase uma semana após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregar uma proposta de delação premiada à Polícia Federal e à PGR, o avanço das investigações coloca os benefícios da colaboração em risco. O foco é o que o acordo pode trazer de recolhimento de informações e provas.
Segundo fontes, o documento não apresenta grandes novidades e pode não ampliar as informações já disponíveis. Um dos investigadores da PF afirmou ao blog Natália Martins que o texto aponta apenas o terceiro escalão de comando e parece proteger muita gente.
Na quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura o esquema financeiro ligado à liquidação do Master. As apurações indicam vínculo entre o senador Ciro Nogueira e Vorcaro.
Proposta em análise
A proposta entregue pela defesa de Vorcaro permanece em sigilo, passará por avaliação e não tem prazo definido para conclusão. Em seguida, devem ser discutidos os benefícios do acordo.
Para validar o acordo, é necessária a homologação do ministro do STF André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes no Master. A tramitação depende de novos deslocamentos de provas.
Vorcaro, preso desde o início de março, pode retornar à Penitenciária Federal de Brasília caso haja atraso ou falha na colaboração. A PF solicitou a detenção para acompanhar a negociação na unidade da capital.
Situação processual
Após a prisão, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde negocia a colaboração. O objetivo é obter informações que possam sustentar ou ampliar o inquérito sobre o Master. A direção das investigações continua monitorando o andamento do acordo.
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