A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu acatar a ordem do STF e afastar o deputado Thiago Rangel (Avante), preso pela PF na operação relacionada a fraudes na educação. A medida também abrange a exoneração de todos os funcionários do gabinete de Rangel.
A decisão foi tomada em reunião entre o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e a Mesa Diretora. O afastamento vale até o fim da investigação criminal, conforme determinação do STF.
Rangel foi preso em 5 de maio, durante a operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Moraes já havia determinado o afastamento do parlamentar de suas funções públicas.
Situação atual
A Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a decisão de Moraes de manter a prisão. A turma também determinou que a Alerj não participe de deliberações sobre eventual manutenção ou revogação da custódia.
A Mesa Diretora informou que consultará a Procuradoria da Alerj sobre a possível convocação de um suplente para ocupar a vaga de Rangel. O suplente seria do Podemos, partido pelo qual ele foi eleito em 2022.
Contexto da investigação
Segundo a PF, Rangel estaria articulando um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio. A atuação envolveria uso de influência política na região Norte Fluminense para direcionar acordos.
A apuração faz parte de um conjunto maior de investigações que apura, ainda, a relação de autoridades fluminenses com o Comando Vermelho. Em fases anteriores, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, já havia sido preso.
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