O empresário Thiago Miranda, sócio de uma agência de comunicação, afirmou à Polícia Federal que prestou serviços de gestão de crise a Daniel Vorcaro após a primeira prisão na Operação Compliance Zero. Ele também confirmou ter intermediado a contratação de influenciadores para defender o Banco Master.
Foi durante depoimento à PF, na terça-feira, 12, que Miranda detalhou o que chamou de planejamento de comunicação para proteger a reputação de Vorcaro e da instituição financeira. O inquérito investiga obstrução de Justiça relacionada a ataques a autoridades do Banco Central e à tentativa de influenciar o TCU a manter a liquidação do Master decretada pelo BC em novembro.
Trechos de documentos apresentados por Miranda, divulgados pela Folha de S Paulo, apontam que influenciadores teriam recebido pagamentos de até 3,5 milhões de reais para publicar conteúdos contrários a Renato Gomes, ex-diretor do BC. A defesa nega irregularidades, alegando atuação dentro da república de estratégias de comunicação.
Intermediação e plano de crise
A empresa Mithi, de Miranda, propôs um marketing de guerrilha para a crise de reputação do Master, apresentando Vorcaro como um arquétipo de lutador. O plano descreve a jornada do herói falível como diretriz de comunicação.
Segundo a defesa, a atuação foi estritamente técnica, voltada à preservação reputacional e à gestão de crise, sem finalidade de atacar instituições públicas ou agentes do Estado. O advogado Rafael Martins afirmou que houve postura colaborativa e transparência para esclarecer os fatos.
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