A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Castratio para desarticular um grupo suspeito de fraudar 200 milhões de reais em contratos de castração animal no Rio de Janeiro. A ação envolve o deputado federal Marcelo Queiroz, do PSDB, entre os alvos. A investigação apura direcionamento, superfaturamento e fraude em licitações ligadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio.
Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Queiroz, em cidades do Rio de Janeiro — Itaocara, Macaé, Niterói e a capital — e do estado de São Paulo — São Roque e Mairinque. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. A reportagem do Estadão solicitou manifestação do parlamentar.
A apuração trata de contratos entre o governo fluminense e uma empresa privada, com indícios de favorecimento e superfaturamento em licitações voltadas à castração e esterilização de animais. O montante dos contratos investigados soma aproximadamente 200 milhões de reais.
Marcelo Queiroz é reconhecido publicamente como defensor dos animais e atua como deputado federal pelo Rio de Janeiro. No seu currículo, consta a atuação na área, com convocações para mutirões gratuitos de castração e campanhas ligadas ao tema. Em 2020, ele passou a ocupar a Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento.
No âmbito da Câmara, o parlamentar tem licenciado-se desde 2025 para exercer cargos na prefeitura do Rio. Foram quatro afastamentos para integrar a gestão municipal, segundo o histórico público. Anteriormente, Queiroz atuou como vereador no Rio entre 2012 e 2016 e como deputado estadual entre 2018 e 2019, ambos pelo mesmo partido.
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