O Conselho de Ética da Alesp adiou, nesta quarta-feira (13), a votação do pedido de suspensão do deputado Lucas Bove (PL). A sessão ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em meio a protestos e bate-boca entre parlamentares. A intenção era deliberar sobre uma penalidade de 30 dias de suspensão.
O adiamento ocorreu após o presidente do Conselho, Delegado Olim (PP), sinalizar a possibilidade de arquivar o processo. Em seguida, o relator designado, Eduardo Nóbrega (MDB), ainda não apresentou o relatório final para votação na próxima sessão. O caso envolve representação de Mônica Seixas (PSOL) e envolve acusações de violência política de gênero.
Quem está envolvido é Lucas Bove, deputado do PL, alvo de suspensão; Mônica Seixas, apresentadora da representação; Professora Bebel, deputada do PT, citada em vídeos apresentados; e o presidente do Conselho, Delegado Olim, que defendia uma avaliação inicial. Emílio de Souza (PT) apresentou relatório inicial recomendando suspensão, com cinco votos contrários à punição e dois favoráveis, para ser apreciado.
A decisão de adiar a votação manteve o processo em aberto, com o novo relator designado para apresentar um parecer na próxima sessão. O episódio marca mais uma etapa de tensões entre base do governo e oposição na Casa, sem conclusão sobre a penalidade prevista.
O caso remete a episódio de setembro, quando Bove se envolveu em troca de acusações com deputadas, sob a acusação de violência política de gênero, após uma representação de Seixas. O andamento continuará apenas na próxima sessão, com o encaminhamento de relatório de Nóbrega.
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