O ex-governador Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em vídeo divulgado nas redes sociais, chamando de imperdoável a cobrança de recursos ao Banco Master para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro. A nota pública também gerou tensão interna no Novo, partido de Zema, em meio a alianças nacionais de olho em 2026.
A fissura se desenhou não em Minas Gerais ou no Rio, mas no Paraná e em Santa Catarina, estados onde Novo e PL firmaram alianças estratégicas para as eleições de 2026. As declarações de Zema chegaram aos dirigentes locais e provocaram ruídos em acordos já fechados entre as siglas.
No Paraná, o diretório do Novo classificou a publicação como precipitada e disse que as críticas não foram alinhadas com a convenção nacional. Mesmo assim, o grupo paranaense reiterou a aliança com o PL e pediu a instalação de uma CPMI do Banco Master no Congresso.
Já em Santa Catarina, o atrito ganhou contorno político relevante. O PL busca reeleição em chapa com o governador Jorginho Mello, enquanto uma deputada bolsonarista pediu rompimento com o Novo por causa das falas de Zema, sugerindo revisão de acordos existentes.
A coligação no Paraná foi firmada em março de 2026, quando o Novo rompeu com o PSD para apoiar Sergio Moro, agora filiado ao PL, ao governo estadual. O Novo também apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, posição contrária à de Zema, que mantém itself na disputa pela cadeira.
Em resposta ao embate, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) pediu ruptura total com o Novo, afirmando que não toleraria alinhamentos com a sigla após as falas de Zema. A parlamentar ressaltou que medidas seriam tomadas caso o acordo fosse mantido.
Entre na conversa da comunidade