O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proibição do uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais deste ano, apoiando as restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele citou as deepfakes como risco de disseminação de informações falsas e disse que não permitirá o uso de IA em sua campanha de reeleição. A declaração ocorreu durante entrega de novas unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida em Camaçari, Bahia, nesta quinta-feira 14.
Lula destacou que a IA traz benefícios para saúde, educação e ciência, mas alertou sobre impactos negativos no contexto eleitoral. Segundo ele, ferramentas podem criar imagens manipuladas que enganam eleitores, como cenas que não existem ou candidatos presentes onde não estão.
O petista contou ter tomado conhecimento de restrições impostas pelo TSE na terça-feira 12 e citou a opinião do presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, sobre proibir IA dois dias antes das eleições. A fala ocorreu durante o evento no litoral baiano.
Ele comentou que a política deve se pautar pelo contato direto com o eleitor, para que haja avaliação sobre possível mentira. Lula reforçou que a IA impede esse olhar olho no olho, elemento considerado essencial para o escrutínio público.
As medidas do TSE, que vão além da proibição de conteúdos criados por IA, também tratam de regras para propaganda eleitoral. Entre as regras, está a proibição de publicar ou impulsionar material produzido por IA nas 72 horas que antecedem a votação.
A normativa prevê a remoção imediata de conteúdos que utilizem IA nas 24 horas após o pleito, além de restrições de ranqueamento, recomendação e priorização de tais conteúdos. O calendário eleitoral prevê o primeiro turno para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 do mesmo mês.
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