Nikolas Ferreira defende Flávio Bolsonaro e requer CPMI do Banco Master, em meio a controvérsias envolvendo o uso de recursos e contratos do setor financeiro. O deputado usou o X para questionar por que casos ligados ao governo Lula teriam menos repercussão. Ferreira também pediu a instauração de uma CPMI para apurar as ações de Vorcaro, fundador do Banco Master.
Ele afirmou que há muitas perguntas a esclarecer sobre o que envolve o Banco Master e as ações de Vorcaro, sugerindo que apenas uma comissão de inquérito poderá elucidar os fatos. O deputado destacou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem em investigações relacionadas ao caso.
Em turnos de 2022, Ferreira já havia utilizado meios de deslocamento ligados a Vorcaro durante a campanha, e explicou que a logística de voos foi organizada por terceiros, sem responsabilidade atribuída a ele. A legenda informa que investigações envolvendo figuras políticas associadas ao caso continuam em andamento.
Contexto do Caso
Observa-se que a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ganhou dimensão a partir de dezembro de 2024, com a aproximação para tratar de financiamento de um filme privado. Segundo relatos, partes envolvidas teriam transferido recursos de um fundo com sede no Texas, operado por sociedades ligadas ao Banco Master.
A partir de 2025 surgiram relatos de solicitações de pagamento de parcelas relacionadas ao projeto de produção cinematográfica. Parte dos repasses era intermediada por empresas associadas ao Grupo Entre, com atividades que incluíam a gestão de veículos de comunicação.
Reação de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro informou, por meio de nota, que é fundamental a instalação de uma CPI para o Banco Master, ao defender que o caso envolve patrocínio privado para uma obra cinematográfica sem uso de verbas públicas. O senador ressaltou que não houve oferecimento de vantagens, nem encontros privados fora da agenda, nem intermediação com o governo.
A nota também destaca que o projeto envolve apenas financiamento privado de um filme sobre a trajetória do próprio pai, sem uso de recursos públicos. O senador reiterou que defendeu a criação da CPI para esclarecer os fatos e separar possíveis inocentes de eventuais responsáveis.
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