Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, voltou a atacar o STF, afirmando que apoiará impeachment de ministros caso chegue ao Planalto. Em evento nos EUA, afirmou que “frutos podres não ficarão” na corte e pediu mudanças nos critérios de indicação.
O ex-governador de Minas Gerais discursou durante o Lide na Brazil Week, em Nova York, no dia 12 de maio. Ele citou a rejeição do Senado ao nome de Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no STF, como exemplo do que chamou de podridão do tribunal.
Zema sugeriu uma idade mínima de 60 anos para ocupação de uma cadeira no STF. Ainda comentou que o vento de mudanças já sopra, citando a devida repercussão da indicação rejeitada pelo Senado.
Contexto recente no STF
Em abril, Gilmar Mendes encaminhou representação a Alexandre de Moraes para investigar uma postagem de Zema nas redes. O ex-governador compartilhou sátira com bonecos que faziam referência aos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
A peça ironizava possíveis anulações de quebras de sigilo aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado. A publicação gerou investigação formal por parte do STF, segundo informações de veículos.
Trajetória e projeção política de Zema
Nascido em Araxá, Zema assumiu o governo de Minas em 2019 após filiação ao Novo. Formado em Administração pela FGV, construiu carreira no empresariado, com atuação no Grupo Zema, fundado por seu bisavô.
O histórico é marcado por defesa do liberalismo econômico e gestão técnica. A ascensão ocorreu em 2018, em meio a desgaste de partidos tradicionais, com promessa de renovação e redução do Estado.
Momento atual e perspectivas
Zema consolidou-se como uma liderança liberal-conservadora. Em 2022, venceu o governo de Minas no primeiro turno e ampliou sua projeção nacional, alimentando especulações sobre candidatura presidencial.
Críticas a seu governo incluem questões sociais, políticas salariais e estratégias de comunicação. Ainda, adversários apontam controvérsias envolvendo discurso político e posicionamentos ideológicos.
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