As críticas de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro abriram um debate dentro do PL sobre as alianças estaduais com o Novo, com foco no Sul do país. Parlamentares divergem sobre suspender acordos até novas conversas entre os presidentes nacionais.
Não há decisão tomada. O PL avalia o cenário e prefere não agir no calor do momento. No grupo próximo a Flávio, há quem defenda manter as alianças já costuradas.
Alianças regionais em pauta
No Rio Grande do Sul, PL e Novo formaram aliança em torno da pré-candidatura de Luciano Zucco ao governo. Em Santa Catarina, a chapa estadual envolve Jorginho Mello e Adriano Silva. No Paraná, Deltan Dallagnol busca vaga no Senado com apoio de Sergio Moro, que concorre ao governo.
A polêmica começou após as críticas de Zema a Flávio, ligadas a mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teriam relação com financiamento de um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. A revelação gerou desgaste para o bloco.
Desdobramentos internos
Parte de parlamentares do PL considera inaceitável que um pré-candidato atue contra outro da direita já em discussão de chapa. Há quem peça explicações formais e, em alguns setores, pedidos de desculpas, ainda que isso tenha pouca previsão de acontecer.
A ala do Novo em Santa Catarina afirmou que não houve alinhamento prévio com Zema. O presidente do diretório, Kahlil Zattar, disse que a aliança entre Mello e Adriano Silva permanece estável e centrada em diálogo e alinhamento de princípios.
Repercussões e posições
Críticas de Ricardo Salles, do Novo-SP, a Eduardo Bolsonaro e a Valdemar da Costa Neto também alimentaram o debate. Salles se sentiu preterido nas disputas de Senado em São Paulo. No PL, há quem defenda cobrança de desculpas, ainda que seja improvável de ocorrer.
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