O ministro Flávio Dino, do STF, abriu nesta sexta-feira uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro. A apuração tramitará de forma sigilosa.
Segundo apuração inicial, deputados teriam alocado recursos oriundos de emendas para o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas ao conglomerado de ONGs ligado à Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse.
Entre os parlamentares citados estão Marcos Pollon, Mário Frias e Bia Kicis, todos do PL. Pollon e Kicis negam envio direto de recursos para a produtora. Frias destinou cerca de R$ 2 milhões às entidades entre 2024 e 2025.
Investigação no STF
Após o pedido de providências, Dino notificou os deputados para esclarecer a destinação das emendas. Mário Frias, porém, não foi localizado pelo oficial de Justiça para a notificação. O STF pediu, ainda, que a Câmara informe endereços dos parlamentares em SP e em Brasília.
Contexto político e dados adicionais
Nesta semana, o The Intercept revelou que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a um banqueiro para financiar gravações do filme sobre sua vida pública. O senador afirmou que os valores eram privados e negou vantagem indevida. A apuração do STF continua sendo sigilosa.
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