O ministro Flávio Dino, do STF, abriu nesta sexta-feira (15/5) apuração preliminar para investigar a possível destinação de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. A investigação apura desvios de finalidade e favorecimentos.
Entre os citados na apuração estão Deputados e ex-deputados do PL, com ligações ao governo. A apuração envolve nomes que atuaram em áreas relacionadas à cultura e à produção audiovisual, segundo a apuração inicial do STF.
A ação mira possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos em projetos culturais, com foco na transparência de emendas e na condução de contratos com produtoras. Não houve conclusão sobre irregularidades até o momento.
Quem são os citados
Bia Kicis: deputada federal pelo PL, negou destinação de emendas para o filme de Bolsonaro. Afirmou que o recurso destinado seria para projetos educativos e culturais, com valor total de 1,65 milhão de reais, sendo 150 mil emenda, ainda não pago.
Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e ex-delegado da PF, foi nomeado para chefiar a PF pela época, mas não chegou a assumir. Ramagem já foi condenado pelo STF por organização criminosa e tentativas de golpe, com pena de 16 anos.
Carla Zambelli: ex-deputada federal do PL e próxima a Bolsonaro, está presa na Itália desde julho de 2025. Foi condenada pelo STF por participação em invasões de sistemas públicos e uso de documentos falsos.
Mario Frias: deputado federal e ex-secretário de Cultura, produtor-executivo do filme Dark Horse. STF busca ouvir Frias sobre supostas irregularidades em emendas, sem sucesso até o momento. Frias afirmou que não houve uso de recursos públicos na produção.
Marcon Pollon: deputado federal do PL, próximo a Bolsonaro, recebeu parecer favorável para suspensão de mandato por dois meses devido a participação em motim político. A defesa não teve retorno imediato pela reportagem.
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