O ministro Flávio Dino, do STF, abriu um processo preliminar para apurar o possível uso de emendas parlamentares na captação de recursos destinados à cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A investigação é sigilosa e envolve alegações de irregularidades na prestação de contas de recursos públicos.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) acionou o TCU para acompanhar indícios relacionados à captação de recursos para a produção. A apuração parte de pedidos formulados por deputados e de informações compiladas pela imprensa.
Envolvidos e movimentações
De acordo com representantes, emendas teriam sido enviadas por deputados para o Instituto Conhecer Brasil e para a Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações. Emendas ocorreram em 2024 e 2025, com vinculações a recursos públicos.
Paralelamente, o STF já notificou a Câmara para esclarecimentos sobre o envio de emendas. Parlamentares negam repasse direto para a produtora, e autoridades trabalham para rastrear a origem dos recursos e a relação com eventuais incentivos fiscais.
Contexto financeiro e desdobramentos
No bojo da investigação, o MPTCU destaca diálogos entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre financiamento do filme. A depender do andamento, o caso pode ampliar questionamentos sobre instrumentalização de recursos públicos para iniciativas privadas.
O relatório aponta ainda interligações com o Banco de Brasília (BRB) e cita que o Master recebeu aportes significativos originados de ativos públicos. A representação solicita ao TCU apurações sobre a origem dos recursos e a eventual participação de emendas, convênios ou contratos na produção audiovisual.
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